segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Uma bolsa incomoda, duas bolsam incomodam, três bolsas fazem sentido

Engana-se quem pensa que não há método por trás de uma simples troca de bolsa. A bolsa não precisa mais combinar com o sapato, como se dizia nos idos de sei lá quando. Aliás, é bom que não combine. Caso contrário, você corre o risco de ser taxada de cafona. A coisa mais fácil do mundo é ser cafona.

A bolsa que exibo hoje é azul, minha bota é preta e minha camisa é branca. Enquanto a bolsa azul desfila pelo Centro de São Paulo há outras duas bolsas penduradas no cabide do meu quarto. A bolsa preta, que usei há duas semanas, guarda o restante da necessáire, alguns papéis sem importância, moedas que teimam em cair no fundo e, muito provavelmente, um brinco qualquer que me causou alergia.

A outra bolsa é menor, usei para ir ao shopping. Nela, estão o troco do estacionamento do shopping, uma carteira menor que guarda alguns cartões que não uso ou não carrego por puro esquecimento. A tríade de bolsas faz sentido. Elas se complementam e existem para não transformar a minha vida num caos maior do que já é.

Algumas coisas não fazem sentido para a plateia desinformada. Engana-se quem pensa que não há método por trás de tudo isso.

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